iPhone X vem sem botão home e com tela infinita

Fim da espera. Nesta terça-feira (12), finalmente conhecemos os tão aguardados novos iPhones. E os rumores estavam certos: temos nada menos do que três aparelhos a caminho, dois com um estilo reconhecido, batizados de iPhone 8, acompanhado de sua versão Plus, e também o tão aguardado iPhone X, taxado pela fabricante como a maior revolução já feita em sua família de produtos.

Vamos começar por ele, já que estamos falando da grande estrela desta tarde. O iPhone X chega com uma tela que passa a impressão de infinito, quase sem bordas laterais, superiores ou inferiores. O corpo é todo de vidro, com acabamentos laterais em aço e uma barra preta na parte superior do display, onde fica a câmera frontal, alto-falantes, sensores e outros componentes. Resistência à água e poeira, claro, também fazem parte do pacote, informa o Terra.

A tela OLED de 5,8 polegadas também marca a estreia dessa tecnologia entre os dispositivos da Apple tem a maior densidade de pixels da linha, com 458 ppi. É uma tecnologia que a Maçã chamou de Super Retina, entregando a maior qualidade de imagens já vista em um produto da marca, com resolução de 2436 x 1125 pixels e tecnologia True Tone, que regula o balanço de cores e iluminação de acordo com a luminosidade do ambiente em que o usuário está.

O modelo dá adeus ao botão Home e também ao Touch ID. Para liberar o aparelho, basta deslizar o dedo para cima, com o reconhecimento facial fazendo o trabalho de segurança para autenticação não apenas do sistema operacional, mas também de compras na iTunes Store, download de aplicativos ou utilização do Apple Pay. O novo método, claro, se chama Face ID e utiliza um sistema de câmeras infravermelhas para reconhecer o dono do aparelho mesmo no escuro.

Todo o trabalho é feito localmente e as imagens obtidas pela câmera não são compartilhadas na nuvem. Para isso, conforme explicou, a Apple teve de investir em uma engine neural dedicada, que roda em um chip específico, para reconhecer rostos e mudanças ao longo do tempo, além de garantir a segurança. Segundo a empresa, há uma chance de um em um milhão de que alguém que não o próprio usuário consiga desbloquear o aparelho.

Por baixo do capô está um chip A11, que, segundo a Apple, é o mais eficiente já colocado em um smartphone, graças a seus dois núcleos de alta potência e a seus outros quatro de alta eficiência. Segundo os testes de benchmark, o novo iPhone consegue fazer até o iPad Pro comer poeira, chegando a competir com o MacBook Pro de 13 polegadas, com processador i5.

Com uma dupla de câmeras de 12 megapixels na parte traseira, o iPhone X também promete ser o melhor em termos de captura de imagens. Um flash quad-LED garante a luminosidade no escuro enquanto sistemas de software reconhecem o ambiente em busca daquilo que precisa ser otimizado, com todo o processamento rolando em tempo real, enquanto o usuário foca e pressiona o botão.

Toda essa inovação e tecnologia, claro, não ia custar pouco. O iPhone X também é o smartphone mais caro a ser lançado pela Maçã, com preços a partir dos US$ 999 para o modelo de 64 GB, nas cores prata e cinza espacial. As pré-vendas começam em 27 de outubro, com lançamento marcado para o dia 3 de novembro nos EUA e países da Europa. Nada para o Brasil, por enquanto.

Deixando o “s” de lado

Já a linha mais, digamos, “tradicional” dos smartphones da Maçã, batizada de iPhone 8, segue praticamente o mesmo design que já conhecemos (a não ser pela traseira mais brilhante, com acabamento em vidro). Os tamanhos continuam os mesmos: 4,7 polegadas no modelo menor e 5,5 polegadas no maior.

Chegam como destaque, também, a possibilidade de recarregamento da bateria por indução, sem fios e a tecnologia True Tone. Por fim, vale a pena citar a câmera traseira de 12 megapixels com direito a sistemas de otimização, além da dupla de sensores disponível no iPhone 8 Plus, com os mesmos sistemas de otimização por software do irmão maior. Aqui, entretanto, nada de Face ID, com o tradicional e conhecido sensor de impressões digitais ainda marcando presença na parte frontal.

Por dentro, também está o processador A11, que promete ser 25% mais rápido que o A10 presente no iPhone 7. O mesmo vale para a GPU, que entrega 30% mais capacidade gráfica que sua antecessora, tudo isso usando metade da energia necessária para que o dispositivo lançado no ano passado pudesse funcionar.

O lançamento marca, também, uma mudança na dinâmica de lançamentos da Apple. Normalmente, em anos ímpares, a marca libera versões atualizadas de seus modelos anteriores, com a adição do “s” após o nome. Desta vez, entretanto, a empresa salta diretamente da versão 7 para o iPhone 8, justamente devido à introdução de mudanças que vão além apenas do hardware e performance.

Disponível em três cores no lançamento – prata, dourado e cinza espacial – o iPhone 8 começa a ser vendido no dia 15 de setembro, chegando às lojas uma semana depois, no dia 22. Os preços começam em US$ 699 (aproximadamente R$ 2,1 mil) para o modelo padrão com 64 GB de capacidade, enquanto a versão Plus mais modesta sai por US$ 799, cerca de R$ 2,5 mil. As opções com 256 GB vão custar US$ 849 (R$ 2,6 mil, em conversão direta) e US$ 949 (R$ 2,9 mil, mais ou menos), respectivamente.

One more thing (ou “é hora do susto”)

Nenhum dos dois dispositivos tem data prevista para lançamento no Brasil, como costuma acontecer em eventos desse tipo. Normalmente, a empresa leva poucos meses adicionais para liberar os dispositivos por aqui, trazendo as novas linhas de smartphones sempre a tempo para o Natal, mas de forma dessincronizada em relação aos Estados Unidos.

Dá para apostar, também, em uma lógica de preços para inferir que o iPhone X, principalmente, vai custar muito dinheiro. Aqui, vamos seguir uma lógica simples e comparar os valores com os quais a Apple trabalha atualmente no mercado local e também nos Estados Unidos. Prepare-se, pois essa vai doer.

Nos EUA, a versão mais avançada do iPhone 7 Plus, com 128 GB de memória e acabamento Jet Black, custa US$ 769, algo em torno dos R$ 2,4 mil em uma conversão direta. Quando se leva em conta impostos e todos os trâmites envolvidos na importação, entretanto, esse valor, na loja oficial da Apple no Brasil, se traduz em já bem impressionantes R$ 4.299.

A versão mais poderosa do iPhone X, com 256 GB de memória interna sai por US$ 1.149, cerca de R$ 3,6 mil em conversão direta. Basta uma regra de três para se arrepiar ao perceber que, seguindo a lógica das edições já disponíveis no Brasil, o “futuro dos smartphones”, conforme alardeado pela Apple, não deve dar as caras por aqui por menos de R$ 6.400. É melhor ir preparando o bolso desde já.

13/09/2017

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